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sábado, 9 de junho de 2012

ONU e teles querem criar tarifa sobre acessos ao Google e Facebook fora dos EUA

A ONU está planejando criar uma nova taxa de Internet que poderá dificultar o acesso a sites de alto tráfego, como Google, Facebook e Netflix, especialmente pelos usuários de países em desenvolvimento, como o Brasil. A ideia estaria presente em um documento vazado da União Internacional de Telecomunicações (ITU), organização responsável por padronizar e regular as ondas de telecomunicações do mundo.

O projeto é apoiado por um grupo representado por empresas de telecomunicações de 35 países, que estão pressionando a ITU para que essas taxas sejam cobradas dos sites. Os pesados impostos, estimados em bilhões de dólares, causariam prejuízos ou diminuiriam o lucro de sites como o Netflix, que consomem grande quantidade de dados e seriam obrigados a armazenar seus vídeos em servidores mais próximos aos clientes para pagar menos taxas. Serviços menores, no entanto, não teriam recursos financeiros para pagar servidores em outros países.

A proposta afeta a neutralidade da rede, um princípio que defende o livre acesso às informações disponíveis na Internet. Com o novo imposto, sites populares pagariam altas taxas para continuar funcionando em terras internacionais, fora dos EUA. O documento também inclui negociações secretas que podem alterar os padrões da web e permitir que governos de vários países monitorem as atividades online da população, além de restringir o acesso a determinados sites.

De acordo com Robert Pepper, vice-presidente de tecnologias globais da Cisco, os serviços com infraestrutura nos Estados Unidos acabariam rejeitando conexões de usuários de países em desenvolvimento, já que os custos de comunicação não compensariam. Sally Shipman, gerente sênior de políticas públicas na Internet Society, acredita que o projeto pode criar "incertezas comerciais e jurídicas".

Esta não é a primeira vez que um projeto do tipo é proposto. Em 1999, um relatório da ONU sugeria a criação de uma taxa para envio de e-mails em países em desenvolvimento. Em 2010, uma ideia semelhante também foi proposta, mas recusada dias depois.

De: 08/06/2012 12h21 

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