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terça-feira, 3 de maio de 2011

Finalmente é lançada a versão final do GNOME 3.0

Apesar do abandono por parte do Ubuntu, novo Shell deve ser levado a sério.
Por Matheus Gonçalves

Pois é, parece que depois de muitos capítulos, a novela que envolvia a edição 3.0 do GNOME chegou ao fim. Com mais de cinco anos entre projeto e concepção, ele traz várias modificações em seu sistema de gerenciamento de janelas e aceleração gráfica, mas as novidades ainda estão limitadas a computadores com softwares específicos. Entre qualidades e restrições, resta saber se esta história terá um final feliz.

Para quem está familiarizado com o universo Linux e suas muitas distribuições (se você não está a gente explica: tinyurl.com/distlinux), é fácil distinguir se um Ambiente de Trabalho GNOME (tinyurl.com/user-desktop) está instalado no sistema operacional. Isso por que, ao menos até a penúltima versão, tratava-se de um desktop bastante difundido e com ótima aceitação.

Desde 2005, a Fundação GNOME, órgão responsável pelo seu desenvolvimento, tenta lançar uma nova versão. As ideias iniciais eram ótimas. Mas, ainda sob o codinome Topaz, o projeto GNOME 3.0 era alvo de críticas e dúvidas, pois os profissionais que iriam trabalhar em suas mudanças nunca entravam em um consenso.

Muitos queriam revitalizar a área de trabalho, mas essa corrente deixou de ganhar força entre a comunidade de desenvolvimento do GNOME, que considerou que mudanças agressivas eram desnecessárias e causariam perturbações indesejáveis aos usuários. De vido às muitas falhas de projeto, nesse marasmo e estagnação, este período ficou conhecido como GNOME Decadence, ou “Decadência do GNOME”.

O projeto foi caminhando e sendo desenvolvido até o começo deste ano. Praticamente toda a infra-estrutura subjacente já estava pronta no ano passado, mas o lançamento foi adiado para permitir um redesenho final da interface.

Aliás, é bom que se diga que as modificações pautadas levaram a uma discordância de estilos, que foi um fator decisivo para que a Canonical, responsável pelo Ubuntu, rompesse com a Fundação GNOME e adotasse a interface Unity na versão 11.04.

Ainda assim, o GNOME é tão importante para este sistema que seu esqueleto irá manter a compatibilidade com os programas e sistemas legados. Ou seja, os aplicativos que antes funcionavam no Ubuntu com Gnome continuarão funcionando sem problemas no Ubuntu com Unity. Bacana não? Pois é.

Esta semana, o GNOME 3.0 veio ao mundo em sua versão final e o pessoal do site Ars Technica já realizou um teste preliminar.

Segundo eles, novidades que chamam mais atenção são as mudanças na alocação dos chamados workspaces (múltiplas áreas de trabalho) e a aceleração de hardware.

Infelizmente, existe uma grande limitação neste sentido, por causa da dependência com os drivers de vídeo. Ainda hoje, mesmo com muita evolução do pinguim, os programas que fazem o meio de campo entre as placas gráficas e o sistema operacional são falhos. Os open-source não são eficazes o suficiente. Os proprietários possuem bugs e, por natureza, fogem do conceito original do Linux.

Ou seja, para desfrutar das principais melhorias feitas no 3.0, o usuário vai precisar ter um hardware compatível e contar com drivers atualizados. Senão, ele é direcionado ao estilo 2.0 antigo.

Dito isso, é necessário citar que a evolução nesta nova versão vale o investimento: O novo Shell foi projetado para ser simples e discreto e realmente agrada aos olhos. Há críticas quanto à usabilidade e ao “sumiço” de certas funcionalidades e, principalmente, opções de configuração, mas ele é realmente bonito.

A funcionalidade básica de gerenciamento de tarefas foi retirada da tela principal, mas pode ser encontrada em um painel que funciona como uma espécie de menu de aplicativos.

Na barra de status, alocada na parte superior da tela, existem outros menus pop-down que permitem o controle do volume do som, gerenciamento de rede e outras configurações. Ao centro está um relógio, um calendário e lista de compromissos futuros. Já no lado esquerdo foi inserido um gadget para monitorar as atividades/serviços e uma área que exibe os aplicativos em execução.

As workspaces ficam do lado direito na nova interface. Sem dúvida, o gerenciamento desse recurso é uma das funções mais interessantes do novo GNOME. Torna o acesso aos programas uma tarefa fluida e dinâmica, bem mais flexível que no modelo anterior. Assim, as miniaturas das janelas que estão abertas são alocadas em cada um dos espaços do dock.

Claramente foi um trabalho de redesign bem polido e que deve ser levado em consideração.

O Hands-on realizado pelo Ars Technica foi registrado em vídeo, que pode ser assistido através do link youtu.be/7Nbi8JuC8JM

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