Pular para o conteúdo principal

Finalmente é lançada a versão final do GNOME 3.0

Apesar do abandono por parte do Ubuntu, novo Shell deve ser levado a sério.
Por Matheus Gonçalves

Pois é, parece que depois de muitos capítulos, a novela que envolvia a edição 3.0 do GNOME chegou ao fim. Com mais de cinco anos entre projeto e concepção, ele traz várias modificações em seu sistema de gerenciamento de janelas e aceleração gráfica, mas as novidades ainda estão limitadas a computadores com softwares específicos. Entre qualidades e restrições, resta saber se esta história terá um final feliz.

Para quem está familiarizado com o universo Linux e suas muitas distribuições (se você não está a gente explica: tinyurl.com/distlinux), é fácil distinguir se um Ambiente de Trabalho GNOME (tinyurl.com/user-desktop) está instalado no sistema operacional. Isso por que, ao menos até a penúltima versão, tratava-se de um desktop bastante difundido e com ótima aceitação.

Desde 2005, a Fundação GNOME, órgão responsável pelo seu desenvolvimento, tenta lançar uma nova versão. As ideias iniciais eram ótimas. Mas, ainda sob o codinome Topaz, o projeto GNOME 3.0 era alvo de críticas e dúvidas, pois os profissionais que iriam trabalhar em suas mudanças nunca entravam em um consenso.

Muitos queriam revitalizar a área de trabalho, mas essa corrente deixou de ganhar força entre a comunidade de desenvolvimento do GNOME, que considerou que mudanças agressivas eram desnecessárias e causariam perturbações indesejáveis aos usuários. De vido às muitas falhas de projeto, nesse marasmo e estagnação, este período ficou conhecido como GNOME Decadence, ou “Decadência do GNOME”.

O projeto foi caminhando e sendo desenvolvido até o começo deste ano. Praticamente toda a infra-estrutura subjacente já estava pronta no ano passado, mas o lançamento foi adiado para permitir um redesenho final da interface.

Aliás, é bom que se diga que as modificações pautadas levaram a uma discordância de estilos, que foi um fator decisivo para que a Canonical, responsável pelo Ubuntu, rompesse com a Fundação GNOME e adotasse a interface Unity na versão 11.04.

Ainda assim, o GNOME é tão importante para este sistema que seu esqueleto irá manter a compatibilidade com os programas e sistemas legados. Ou seja, os aplicativos que antes funcionavam no Ubuntu com Gnome continuarão funcionando sem problemas no Ubuntu com Unity. Bacana não? Pois é.

Esta semana, o GNOME 3.0 veio ao mundo em sua versão final e o pessoal do site Ars Technica já realizou um teste preliminar.

Segundo eles, novidades que chamam mais atenção são as mudanças na alocação dos chamados workspaces (múltiplas áreas de trabalho) e a aceleração de hardware.

Infelizmente, existe uma grande limitação neste sentido, por causa da dependência com os drivers de vídeo. Ainda hoje, mesmo com muita evolução do pinguim, os programas que fazem o meio de campo entre as placas gráficas e o sistema operacional são falhos. Os open-source não são eficazes o suficiente. Os proprietários possuem bugs e, por natureza, fogem do conceito original do Linux.

Ou seja, para desfrutar das principais melhorias feitas no 3.0, o usuário vai precisar ter um hardware compatível e contar com drivers atualizados. Senão, ele é direcionado ao estilo 2.0 antigo.

Dito isso, é necessário citar que a evolução nesta nova versão vale o investimento: O novo Shell foi projetado para ser simples e discreto e realmente agrada aos olhos. Há críticas quanto à usabilidade e ao “sumiço” de certas funcionalidades e, principalmente, opções de configuração, mas ele é realmente bonito.

A funcionalidade básica de gerenciamento de tarefas foi retirada da tela principal, mas pode ser encontrada em um painel que funciona como uma espécie de menu de aplicativos.

Na barra de status, alocada na parte superior da tela, existem outros menus pop-down que permitem o controle do volume do som, gerenciamento de rede e outras configurações. Ao centro está um relógio, um calendário e lista de compromissos futuros. Já no lado esquerdo foi inserido um gadget para monitorar as atividades/serviços e uma área que exibe os aplicativos em execução.

As workspaces ficam do lado direito na nova interface. Sem dúvida, o gerenciamento desse recurso é uma das funções mais interessantes do novo GNOME. Torna o acesso aos programas uma tarefa fluida e dinâmica, bem mais flexível que no modelo anterior. Assim, as miniaturas das janelas que estão abertas são alocadas em cada um dos espaços do dock.

Claramente foi um trabalho de redesign bem polido e que deve ser levado em consideração.

O Hands-on realizado pelo Ars Technica foi registrado em vídeo, que pode ser assistido através do link youtu.be/7Nbi8JuC8JM

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Feliz 2013!!!

Gostaria de agradecer a todos que este ano acompanharam as matérias postadas e as mais de  7000 visitas ao blog , muito obrigado. Este ano tivemos grandes conquistas e inúmeras novidades como por exemplo o fim do MSN no início de 2013, a criação da União Livre e o desenvolvimento do Kaiana que será lançada em 2013, distro nacional , a descontinução do BigLinux do DreanLinux entre outr as distro, o lançamento do liv ro da S B P - Software Publico Brasileiro, os dois anos do LibreOffice, o prime iro Hackday do LibreOffice , o IX Latinoware, a Microsoft boicotando o Linux (como sempre), o lançamento do Windows 8 e a sua baixa taxa de adesão pelos usuários, entre out ros. Gostaria de desejar a todos Boas Festas e que em 2013 possamos estar juntos novamente. Feliz Natal!!!! F eli z 2013 a todos!!!

Feliz Dia das Mães!!!!

O MSN tem Data Marcada para seu Fim

Imagem Retirado do Google 15 de Março Agora sim, o Windows Live Messenger está com os dias contatos, a Microsoft anunciou que o MSN deixará de funcionar no dia 15 de Março deste ano, menos na China. A empresa aconselha a todos os usuários a usarem o Skype que foi integrado com o serviço do MSN, segundo a empresa, os usuários estão sendo notificados por e-mail sobre como proceder para fazer esta mudança de plataforma (eu não recebi até agora tal notificação). Acho o Skype melhor que o Windows Live (assim como muitos profissionais de TI) , mesmo na versão para Linux, claro, sempre existem outras opções e o Pidgin, que se mostra como opção.

Vetores - Curso de Algoritmos #14

Vetores são Variáveis Compostas Homogêneas Unidimensionais, pois conseguem armazenar vários valores de um mesmo tipo em uma mesma variável. Um vetor pode ter vários espaços internos, identificados por índices. A maneira correta de se declarar um vetor está na linha a seguir: var V: vetor (1..10) de Inteiro A linha acima vai declarar uma variável V com 10 posições. Para inserir um valor dentro do vetor acima, podemos realizar a seguinte atribuição: V(1) := 100 Na linha acima, o valor 100 será colocado na posição 1 do vetor V. Podemos também, permitir que o usuário digite os valores de cada posição, usando uma estrutura de repetição qualquer. Por exemplo: Para c := 1 ate 10 faca Escreva Digite um valor: Leia V(c) FimPara A variável C do trecho acima será um valor inteiro que vai contar cada uma das 10 posições. O usuário digitará cada um dos 10 valores e eles serão armazenados no vetor. Para maiores informações sobre o uso de vetores, com exercícios resolvidos...

Como Instalar o Gimp 2.10.10

O editor de imagens Gimp publicou a versão 2.10.10 com novos recursos, otimizações de desempenho e várias correções de bugs. Lembre-se que o Gimp é um software multiplataforma aberto para a edição profissional de imagens, desenhos ou fotografias. Para ler todas as novidades do Gimp 2.10.10 clique aqui . Para instalar o Gimp 2.10.10 no Ubuntu, Linux Mint e derivados, execute:   $ sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak $ sudo apt update $ sudo apt install flatpak   $ flatpak install https://flathub.org/repo/appstream/org.gimp.GIMP.flatpakref   $ flatpak run org.gimp.GIMP

Comandos Úteis para o Linux Mint, Ubuntu e Derivados

Alguns dias sugeriram que eu postasse alguns comandos uteis  utilizados no Linux Mint e para o Ubuntu, mas com tantas distros baseadas no Ubuntu esses comandos também podem ser utilizados nas distros como: Ubuntu 15.04, Ubuntu 14.10, Ubuntu 14.04 , Linux Mint 17.2, Linux Mint 17.1, Linux Mint 17, Pinguy OS 14.04, Elementary OS 0.3, Deepin 2014, Peppermint Five, LXLE 14.04 and Linux Lite 2 2 , DuZeru, Kaiana e derivados . Segue alguns comandos importantes para manutenção do sistema, principalmente para usuários iniciantes... 1- Atualizar a lista de pacotes:  $ sudo apt-get update 2- Atualizar toda a distro:  $ sudo apt-get -f dist-upgrade ou update-manager -d -c 3- Instalar pacotes:  $ sudo apt-get install [nome do pacote] 4- Procurar arquivos corrompidos:  $ sudo apt-get check 5- Corrigir problemas de dependências, concluir instalação de pacotes pendentes e outros erros: $ sudo apt-get -f install 6- Se o comando sudo apt-get -f install nã...

QElectroTech (Software Livre para Criar Diagramas Elétricos)

ElectroTech, ou QET, abreviadamente, é um software livre para criar diagramas elétricos industriais complexos. Mas você também pode criar diagramas de encanamento, geotermia, ar condicionado, layout, hidráulica, pneumática, domótica, PID, fotovoltaica, encanamento de piscinas, etc.! Na última versão 0.100, a coleção contém mais de 8.000 símbolos... Mais informações clique aqui . Para baixar clique no link: https://qelectrotech.org/download.php  

Como instalar Systemback 1.1.1 no Linux Mint, Ubuntu e Derivados

Systemback é uma aplicação para a criação de cópias de segurança semelhantes aos Timeshift , que permite aos utilizadores para restaurar completamente o sistema operacional. Ele fornece as funções de qualquer software de backup moderna, tais como: sistema de backup, restauração do sistema, de cópia do sistema, instalar o sistema, sistema Live criar, de reparação do sistema e atualização do sistema. A partir da versão 1.0, Systemback foi portado para QT5. A última versão disponível é Systemback 1.1.1 , que foi lançado recentemente. Para instalar faça: $ sudo add-apt-repository ppa: nemh/systemback $ sudo apt-get update $ sudo apt-get install systemback Para remover execute: $ sudo apt-get remove systemback

Como Instalar o SuperTuxKart 1.1

SuperTuxKart é um jogo de corrida disponível para Linux, Windows e Mac OS X. A versão mais recente disponível é SuperTuxKart 1.1 , que vem com uma lista enorme de recursos e algumas podem ser vistas abaixo: Melhor manipulação multiplayer online; Melhorias na interface do usuário; A nova arena “Pumpkin Park”; Melhor suporte móvel; A capacidade de exibir emojis e vários outros recursos; Em relação à rede e Internet, há suporte para IPv6, suporte de IA para servidores de rede local,; Vários problemas de atraso resolvidos e outras melhorias.   Para saber todas as mudanças clique aqui . Para instalar SuperTuxKart 1.1 no Ubuntu, Linux Mint , Elementary OS e derivados, execute:   $ sudo add-apt-repository ppa:stk/dev $ sudo apt-get update $ sudo apt-get install supertuxkart 

Boot USB Samsung Series 5 Ultra

A linha de Ultrabooks "Series 5 Ultra" da Samsung vem com o Windows 8 instalado e amarrado. Não é possível instalar um sistema decente (ou seja, Linux), antes de mudar várias opções da BIOS. Assim, seguem abaixo conforme as abas, a configuração da BIOS necessária para conseguir fazer boot. Na inicialização aperte F2 para acessar a BIOS e então faça as seguintes alterações: Advanced : Fast BIOS Mode -> Disabled AHCI Mode Control -> Manual ( Atenção: Se você não for usar exclusivamente Linux, mas sim fazer dual boot com Win, deixe essa opção no Auto ) Set AHCI Mode -> Disabled USB S3 Wake-up -> Enabled Boot: Secure Boot -> Disabled OS Mode Selection -> UEFI and CSM OS (Essa opção garante boot com Win e Linux) Boot > Boot Priority Order USB HDD: SATA CD: SATA HDD: Essa ordem de boot vai garantir que ele tente primeiro o boot pela USB, depois pelo CD e por último no HD. Apenas as opções acima são as necessá...