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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Você sofre "trollagem" na internet? Como lidar com os "trolls"?

Você sabe o que é um "troll"? Se não sabe, basta lembrar daquele  menino que ligou para o programa "Manhã Maior" da Rede TV! e mandou todo mundo para um lugar não muito legal em rede nacional (vídeo abaixo). Caso você não se lembre disso, deve se recordar o que certos "trolls" fizeram com Rebecca Black, quando ela publicou o vídeo da música “Friday” no YouTube (também abaixo). Ainda não captou? Então, tente lembrar daquele seu colega de classe que vivia atazanando os outros apenas para irritá-los, sem nenhum motivo aparente.

Estes personagens citados são os "trolls", pessoas que insultam, perseguem e humilham outras pessoas gratuitamente. O termo deriva da expressão "trolling for suckers" ("lançando iscas para os trouxas", em português) e consiste justamente nisso: fisgar as pessoas, por meio de ofensas, apenas para deixá-las nervosas.

Em termos jurídicos, a prática do troll se enquadra no bullying. No entanto, segundo a advogada especialista em crimes digitais e direito criminal, Gisele Truzzi, o troll às vezes tem um motivo mais pessoal e possui certa satisfação em perceber que a vítima ficou irritada. "Também é comum vermos casos em que o troll age justamente para levantar a bandeira para algum lado político, social ou corporativo. Eles acabam praticando a trollagem para que os outros fiquem mal falados e o lado deles acabe se destacando", ressalta.

Para Lelê Siedschlag, redatora do blog Te Dou Um Dado, que sofre trollagens com frequência e até ameaças à sua família, o troll é uma pessoa que se incomoda com o sucesso alheio. "É gente que tem como única intenção tentar tirar você do sério", comenta. Ela diz que antes se incomodava muito com a trollagem e tentava interagir com os trolls, mas resolveu mudar. "Hoje eu aprendi que isso é pior para todo mundo", diz. "Só há duas maneiras de lidar com isso: ou você ignora solenemente ou processa", completa.

No caso de Rebecca Black, ela se manteve indiferente e os trolls deram a ela 167 milhões de visualizações, além de um contrato com uma gravadora. Outra boa dica é ter humor nessas situações. Quando a vítima não leva os insultos a sério, fica mais fácil ignorá-los. "Considero o (auto) humor indispensável contra qualquer mal do mundo", finaliza a blogueira Lelê.

Em casos extremos: Justiça!

Segundo Dra. Gisele Truzzi, um caso extremo de trollagem pode ser levado para a Justiça. O primeiro passo é tirar um print da tela onde está a ofensa pública, dirigir-se a um cartório de notas e solicitar rapidamente uma ata notarial lavrada por um tabelião. Também é possível fazer um Boletim de Ocorrência e pedir aos administradores do site ou rede social para excluírem os comentários.

Tanto no ciberbullying quanto na trollagem existe algo em comum: crime contra a honra. A advogada explica que para que uma ofensa se torne um crime contra honra (calúnia, injúria ou difamação) é necessário que ela seja feita de forma pública. Uma mensagem no blog, comentário no Facebook, tuíte ou emails com no mínimo três pessoas copiadas são exemplos disso.

"A calúnia é quando o troll coloca uma característica atrelada a um ato criminoso, sem que a pessoa tenha sido processada, acusada e julgada por aquele ato. Já a injúria e difamação são parecidas. Na injúria o troll ofende a honra subjetiva de alguém, ou seja, a imagem de si mesma, enquanto que a difamação ofende a honra objetiva. Neste caso, essas características negativas afetam a reputação da pessoa perante a sociedade", explica. Esta última, aliás, é a mais comum nos casos de troll e ciberbullying, de acordo com a advogada.

Já para processar o autor da ofensa é mais complicado. De acordo com a advogada, é preciso mover uma ação judicial contra o provedor de acesso ou serviço para que eles identifiquem aquele usuário. Porém, no caso de um provedor de internet, nem sempre a pessoa apontada como dona da conta foi o troll. Já nas redes sociais é mais fácil encontrar a pessoa exata, com exceção do Twitter que, por não ter representação no Brasil, acaba dificultando o processo. "Se alguém achar que as ofensas estão atrapalhando sua vida, deve procurar a Justiça", finaliza.

Você já foi vítima de trollagem ou ciberbullying? Conte-nos como superou esse fato nos comentários abaixo.


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