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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Se o seu perfil no Facebook fosse um currículo, você seria contratado?

Site Linkedin (Foto: Site Linkedin) 
LinkedIn pode ser o site de rede social para contatos profissionais e para quem busca novas oportunidades de emprego, mas é no Facebook que os recrutadores estão de olho. Esse é o resultado apresentado por uma recente pesquisa divulgada nos Estados Unidos. Facebook e Twitter são os preferidos dos recrutadores americanos.

Mas e no Brasil, será que essa situação é também uma realidade? O que os recrutadores buscam em nossos perfis? O que eles querem saber? Corremos algum risco com o que dizemos ou com as fotos em nossos álbuns? Será que alguém já foi eliminado de uma seleção porque o recrutador não gostou do que viu no perfil da pessoa?

A pesquisa americana publicada pelo site "Mashable", no início do mês de outubro, mostra o Facebook como ferramenta usada por mais de 50% dos recrutadores entrevistados naquele país. Ao mesmo tempo, o Twitter ganhou alguns pontos na preferência, chegando a até 34%, um crescimento  de quase 10% em relação ao ano passado. Já o LinkedIn, caiu de 38%, um ano atrás, para 30% esse ano.



Comentário: No Facebook, um recrutador pode perceber suas preferências pelas páginas que você curtiu, pode saber os lugares que você frequenta pelos “check-ins” que você dá a todo instante, pode ver as cidades que você visitou, os seus amigos e a sua família através das fotos e, claro, ele quer saber o que você diz na rede, quais são as suas opiniões, sobre o que você costuma falar e interagir com seus amigos no site. E talvez seja essa a parte mais delicada dos resultados que encontrarão na busca que podem fazer em nossos perfis.

Mas você deve se perguntar será que eu poderia ser eliminado de um processo seletivo em uma empresa porque o recrutador não gostou dos meus amigos? Ou das páginas que eu curti? Ou dos lugares que visitei? 

Não, obviamente que não. Mas o que você faz junto com os seus amigos, talvez sim. Ele também pode deduzir que você possa ter uma opinião contrária ao que ele julga ser a cultura da empresa por conta das páginas que você curte. Tudo isso pode parecer exagero ou, em alguns casos, soar como preconceito, mas somos nós mesmos que alimentamos a possibilidade de nos espionarem, somos nós que compartilhamos essas informações. O que os recrutadores vão fazer com ela? Só eles sabem. E como você poderia saber que foi um texto, uma opinião ou uma foto no perfil que tirou você da seleção? Eles não vão contar para você.

Vamos imaginar a situação: você está participando de um processo seletivo para uma vaga em uma empresa de celular, por exemplo. A vaga é na operadora da qual você é cliente. Depois de analisar seu currículo, o recrutador parte para a Internet e joga seu nome no Google. A primeira coisa que ele vê é seu perfil no Facebook. Claro que não iria perder a oportunidade de dar uma espiadinha. Lendo suas publicações, ele descobre que você costuma falar mal da sua operadora de celular, aquela na qual você está concorrendo a uma vaga. E agora? 

Você pensa: mas o perfil é meu! Você tem direito a liberdade de expressão, não gosta mesmo do serviço e quer mostrar para os seus amigos que não recomendaria à operadora. Qual o problema em dizer o que pensa, em colocar suas opiniões sobre um produto do qual você também é cliente? No mundo ideal isso não seria problema. Mas será que depois de ver suas opiniões contrarias, ele o contrataria por você ter personalidade e atitude dizendo o que pensa?  Mas infelizmente sabemos que não é assim que o mundo funciona.

Acredito que esse é um caminho sem volta. Estamos de alguma forma na Internet, dentro ou fora das redes sociais, em blogs, vídeos, fotos de amigos, enfim, em todo lugar na rede pode existir um pedaço de nós.  Se elas estão por aí, podem ser vistas, acessadas, comentadas e compartilhadas por todas as pessoas, sejam recrutadores, amigos de amigos ou conhecidos. O fato de um recrutador fazer esse tipo de busca na Internet nos dias de hoje é somente consequência do risco que assumimos quando começamos a criar nossas identidades online. Quando tomamos parte das facilidades de vermos e sermos vistos na grande rede mundial de computadores corremos riscos, muitas vezes, desconhecidos. Mas é esse o jogo e você deve escolher de que forma vai jogar.

O que recomendo é cuidado no que você posta em seu perfil e os dados neles contidos como telefone, nome dos pais, endereço, informações sobre familiares, namorada, esposa, filho, sobrinho. Cuidados os quais tem que ser observado para não expor sua vida a todos que utilizam a rede, e para não ser alvo de bandidos que hoje utilizam as redes sociais para vigiar nossos passos, podendo, você e sua família, até mesmo serem vítimas de assalto, sequestros e outros crimes e também pra que você não seja excluído de um processo seletivo de emprego e depois se perguntar por que foi eliminado do processo seletivo.

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